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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Brassagem Northen Brown Ale

RECBREW’S NORTHEN BROWN ALE

Aproveitando o recesso de fim de ano aproveitamos para fazer algumas levas de cerveja para repor nosso estoque. Já fizemos a RecBrew’s Witbier (sucesso de público) e agora estamos preparando uma Northen Brown Ale, uma ale inglesa de coloração marrom, que pode chegar ao teor alcoólico máximo de 5,4% ABV (BJCP).

Segundo as regras do BJCP esse estilo deve ter um aroma leve de malte, podendo ser toffee e/ou caramelo, com um pouco de aroma de lúpulos frescos. O sabor segue as mesmas variantes do aroma, mas sem sabor de lúpulos (lembrem-se que é uma ale inglesa). O corpo deve ser de moderado a médio.

Um bom exemplo desse estilo de cerveja é a Newcaslte Brown Ale. Que por “coincidência” é uma das minhas cervejas prediletas.

Para nossa receita de 19 litros usamos os seguintes ingredientes:

Pale ale 2 row 3 kg malte base
Cara 50 150 gr. sabor caramelo e cor
Biscuit Malt 350 gr. sabor biscoito, toffee e cor
Malte escuro 100 gr. sabor torrado e cor
Malte de trigo 250 gr. estabilizar espuma

Perle (8% AA) 18 gr. (60 min)
Perle (8% AA) 15 gr. (05 min)

Whirlfloc 15 min.

Para fermentar reutilizamos um S-33 que está terminando uma Oatmeal Stout, feita semana passada. Assim passaremos a Stout para um maturador e colocaremos nossa Brown ale no mesmo fermentador onde estão as leveduras.

Como todos os maltes utilizados são bastante modificados optamos por uma brassagem single infusion, a 65 graus, por 1 hora.

Números estimados segundo o Promash com eficiência de 75%
SG 1.039 OG 1.046 Volume 19 Litros
SRM 18 IBU 27

Números reais:
SG 1.040 OG 1.048 Volume 18,5 litros
SRM 18 IBU 27

Eficiência de 75%.

Para iniciar a brassagem aquecemos cerca de 11 litros de água a 80 graus. Despejamos essa água no cooler de brassagem, este cooler possui uma bazooka para filtragem posterior. Uma vez no cooler a temperatura do líquido baixou para 74 graus. Adicionamos os grãos moídos que baixaram a temperatura para os 65 graus esperados (obrigado Promash!).


Nos 30 minutos finais da mosturação colocamos 25 litros de água para aquecer a temperatura de 78 graus. Essa água vai ser utilizada para o flysparge num sistema de gravidade.



Enquanto esperamos pela finalização do sparge experimentamos uma Blanche de Namur. Uma wit bier recebeu no World Beer Awards 2009 o titulo de melhor cerveja de trigo do mundo. A cerveja é tão boa que merece um post todo pra ela!



Com o fim do sparge partimos para a fervura. Serão 60 minutos utilizando os lúpulos a 60 e 5 minutos, para amargor e aroma, respectivamente. Escolhemos o Perle por falta de opção. Acabei de usar Magnun e Amarillo numa IPA, então não queria repetir. Também não queríamos usar Sladek que é um lúpulo mais conveniente para cervejas de baixa fermentação, assim como o Saaz.

Ao final da fervura utilizamos um chiller de placas para baixar a temperatura para abaixo dos 30 graus. Como falamos anteriormente, colocamos o mosto no mesmo balde fermentador de uma Oatmeal Stout, assim aproveitamos a levedura que ainda estava ativa.

Importante salientar que só usamos essa levedura uma vez, que foi justamente na Stout. Além do que, fazia apenas 10 dias que inoculamos essa levedura pela primeira vez.

Mosto no fermentador, como o fermento estava ativo ela já apresenta o começo do Krausen. Vamos agora esperar para ver como vai ficar!

Cheers.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

No forno...


Esta segunda (27) os meninos da RecBrew (Filipe e Romero) participaram de uma matéria e lançaram um desafio para o Programa do Chef Wellington (SBT).

Fiquem atentos, vai ao ar em Janeiro!

Segue registro do Making Of só pra dar um gostinho...

Cheers!

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Heineken - Men with Talent

Essa turma da Heineken sabe fazer comerciais e até que para uma Pale Lager a cerveja é interessante!

"Amigos fazem cerveja artesanal - TV Jornal"

Segue o link para o vídeo da entrevista com os meninos da RecBrew à TV Jornal essa semana:

http://www.tvjornal.com.br/noticia.php?id=907






Aos que têm problemas com o acesso ao vídeo acima, há uma cópia publicada no site da UOL:


Cheers!

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Engarrafando a Cerveja do Curso

Pessoal,

Seguindo o que prometemos aqui está a foto da cerveja 2 semanas depois da brassagem.



A fermentação concluiu depois de 7 dias do fermento inoculado, após esse estágio, baixamos a temperatura (que era de 20 graus) para 0 graus, fazendo com que as leveduras entrassem em estado de "hibernação" e decantassem.

Amanhã, sábado (18/12), envasaremos a cerveja, uma parte vai para um barril post mix de 10 litros e outra vai ser engarrafada.

Como engarrafar pode ser visto em outro post nosso "Engarrafando nossa Cerveja".

Cheers!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Marcelo Carneiro - mercado cervejeiro


Numa próxima oportunidade estarei postando mais informações sobre a Cervejaria BodeBrown e a Cervejaria colorado, por enquanto aproveito para divulgar a TV bodebrown no Youtube.

Forte abraço ao Recifence Samuel BodeBrown, Sócio da cervejaria.

Prost!

domingo, 5 de dezembro de 2010

1° Workshop de Cerveja Artesanal em Recife

Ontem, dia 04/12/2010 ocorreu o 1° Workshop de Cerveja Artesanal aqui em Recife, teve a participação de cerca de 20 futuros cervejeiros, farão parte do grupo de fundadores da nossa Futura Acerva-PE.
1° turma de Cervejeiros de Pernambuco

Os Trabalhos começaram pelo menos um mês antes com a formulação das apostilas e da Apresentação do Power Point, além dos contatos com restaurantes e amigos para o empréstimo de materiais importantes para um bom curso; Café Expresso e Retroprojetor com Dayse e Ricardo, o Sam's club que possibilitou termos um espaço para o curso, entre outros.



O Workshop contou com cerca de 20 Pessoas inscritas; O número eleva o otimismo para a criação de uma Associação de Cervejeiros Artesanais aqui em Pernambuco.

Cervejeiro Filipe durante a apresentação teórica sobre Cerveja.


Cervejeiro Sérgio ajudando a turma a acertar o moinho de discos

O Curso começou com uma explanação teórica sobre Cerveja, História da Cerveja e ingredientes cervejeiros. Seguido por um "Beer Break". A Partir daí a parte prática foi somada a parte teórica. Explicou o Passo a passo na prática.

Prática do Curso com Romero e Filipe

Durante o Curso fizemos uma American Pale Ale, com 48g de Cascade nos útimos minutos de fervura.
Vamos beber essa cerveja junto com a nossa turma daqui a 1 mes.

Turma quase completa.

Terminamos o Curso com um Brinde a futura ACervA-Pernambucana

Um Brinde a Acerva-PE

Pão e Cerveja!

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Murphy's Dry Stout na praia - "Leonor"

A Cerveja Murphy's Irish Stout é uma cerveja do tipo Dry Stout;



Cerveja na Praia de Pitimbu-PB


No visual a cor negra e opaca, características proveniente do uso de maltes mais escuros, só é observada depois de um creme bege formar uma espuma densa perdurável, fazendo dessa cerveja um espetáculo a parte na hora de servir.
O corpo dela é entre o super leve e o aguado, o que acaba-se ganhando em drinkability. Sabores leves de torrado, amargor baixo. O Retrogosto é super agradável perdurando o seco e o torrado.
O que eu sei é que estou louco para voltar ao mesmo lugar e beber outro copo dessa maravilhosa cerveja.

Para acompanhar vai de Itamar Assumpção - Leonor

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

NOVOS POST MIXS

Meus caros,


O dono do ferro velho me ligou hoje pra perguntar se eu tinha interesse em mais um lote de Post Mix de 10 litros. Nós, no momento, não queremos, porém sei a dificuldade de se encontrar esse tipo de barril no sul do país.

Sendo assim, caso tenham interesse me avisem pelo email

romeroperman@hotmail.com

Ele tem um lote de 100 barris, está vendendo a unidade por R$ 105,00. Para vocês terem uma ideia, último frete que pagamos para o pessoal de Curitiba ficou em R$ 15,00/barril.

Lembrando sempre que os barris são usados, estão sujos, mas vem em bom estado e completos.

Cheers

domingo, 21 de novembro de 2010

WitBier com Fela em performance (1971)

Continuando a série de Cerveja com música.
Domingo a noite sempre é uma boa hora para escrever este tipo de postagem! Apreciar bons vídeos no Youtube uma cervejinha especial poucas horas antes de dormir é um prazer enorme.
Hoje a noite a escolha foi em homenagem a turminha que se reuniu sexta passada na casa de nossa Amiga Camilla Bacelar. Depois de uma degustação de cinco estilos diferentes de cerveja, a nossa WitBier, famosa W2, foi aclamada como a campeã da noite.

A WitBier é uma Ale que tem suas origens na Bélgica de coloração de palha clara e relativamente opaca por não ser filtrada e pela presença de trigo/aveia durante a mosturação. Sempre é temperada! Normalmente com sementes de coentro e cascas de laranja ou outra especiaria pungente. A leve acidez apresentada é causada pelo trigo e pelo alto nível de carbonatação. Algumas vezes é servida com um limão, mas se você tem o interesse em buscar o verdadeiro sabor da fermentação ordene sem o adjunto. Muitas vezes é chamada de cerveja Branca devido as leveduras em suspensão.

Com a aparência palha dourada opaca e espuma super densa e branca a cerveja fica realmente linda para os olhos. Os Aromas de nossa W2 sugerem Cravo, Banana e Herbal, sabor levemente ácido. Uma cerveja para ser tomada em climas quentes e ensolarados. Cerveja de verão, cerveja para festividades, altíssima "bebebilidade". Será nossa Ale chefe para eventos festivos com a nossa nova choppeira elétrica.
Hoje para comemorar uma cerveja tão tropical e herbal escolhi um AfroBeat do mestre Fela para acompanhar nossa degustação.

Gesondheid!


Reportagem no Jornal do Commercio

JORNAL DO COMMERCIO
Quer inovar? Faça sua cerveja em casa
Publicado em 21.11.2010
Por Ivo Dantas

Assim como o vinho, a cerveja vem conquistando paladares ao longo dos últimos anos. Ao invés da tradicional cerveja industrializada, com preços baixos e produção em escala, os pernambucanos estão, aos poucos, descobrindo a cerveja artesanal. Difícil de encontrar e com preços bem amargos (uma garrafa pode facilmente ultrapassar os R$ 30), a bebida vai além das marcas especiais, normalmente encontradas em delicatessens, e exige um pouco mais de seus apreciadores.
Para quem deseja mais do que a simples experimentação das cervejas importadas já disponíveis nas lojas do Recife, a solução pode ser fazer a própria bebida. Após passar um período morando nos Estados Unidos, o advogado Romero Perman não pensou duas vezes em criar sua fábrica pessoal.
Segundo ele, tudo começou com um amigo americano, formado em química, que fazia cerveja caseira. “Lá, as pessoas estão acostumadas a fazer suas próprias cervejas. Existem associações e comunidades. Quando voltei ao Brasil vi que não conseguiria ficar bebendo apenas as bebidas industrializadas”, explica.
Após muita pesquisa, ele e o vizinho, o gastrônomo João Filipe Muniz, encontraram uma loja no Rio Grande do Sul que vende os ingredientes para fazer a cerveja. O maquinário é simples. Grande parte comprado no Mercado de São José e em lojas do Centro do Recife. Ao invés do forno industrial, o fogão de casa. Um freezer com termostato é o suficiente para manter a temperatura ideal durante o processo de fermentação. “Gastamos cerca de mil reais com o equipamento, comprado localmente. A partir daí fomos procurando receitas, testamos temperos, e convidamos os amigos para provar. Já temos vários tipos, desde a clara, uma vermelha, até algumas mais escuras, com sabor marcante. Apesar das opções, a preferida normalmente é a feita de trigo”, diz Perman, que já programa a produção para o período de festas.
Apesar de ainda não estar disponível para venda, a cerveja artesanal já mudou a rotina dos amigos, que pensam em dar aulas sobre a bebida e, em breve, criar uma marca. Os interessados em fazer o curso sobre cervejas caseiras podem entrar em contato através do endereço eletrônico romeroperman@hotmail.com. A primeira turma deverá ter início ainda em dezembro, com duração de um dia.

RecBrew no Jornal do Commercio


Olá pessoal,
a colaboradora mais fajuta deste blog resolveu dar o ar da graça para informar a todos que os meninos da RecBrew estão mais uma vez na mídia! :) Depois do sucesso da matéria na Revista MonQuartier, desta vez a dupla dinâmica da cerveja pernambucana estampou uma página do Caderno de Economia do JC deste domingo.
Pois a repercussão da matéria atravessou o Atlântico em questão de minutos e já estou aqui do outro lado com a caixa de emails cheia de comentários dos fãs dos garotos da cerveja.

Entre todas as adoráveis mensagens e fotos, vale destacar a enviada pelo mais jovem 'fã' da RecBrew: o Leozinho, filho dos amigos Juli e Leo.
Este já era um mini cervejeiro antes mesmo de nascer.

Filipe e Romero desenvolveram uma receita especial para o nascimento do pequeno que foi elaborada numa brassagem guiada pelo Romero e o Filipe com a participação dos pais, amigos e o próprio Leozinho ainda na barriga :)
(Se você também tem uma ocasião especial e gostaria de ter uma cerveja única entra em contato com os cervejeiros, quem sabe eles não arrumam um tempinho e uma receita desenvolvida especialmente pra você também? :)
Segundo a descrição da dupla no rótulo da entitulada Royal Baby Porter: "o estilo Porter nasceu na Londres de 1700 como uma bebida da classe trabalhadora, reconhecida por dar força e ânimo para as extensas jornadas de trabalho pós revolução industrial. Com uma dose extra de cafeína, esta Porter foi desenvolvida no Recife de 2010 para dar força e ânimo para as extensas jornadas de dedicação pós nascimento de Leozinho". A ficha técnica incluiu Grits: Munich, Chocolate, Crystal Malt, Pilsener e Coffee beans; OG 1.053, FG 1.009, IBU 25. O lúpulo foi o Hallertau Tradition, U.S. Golden.

Cheers e parabéns à dupla!


sábado, 13 de novembro de 2010

Reportagem da Revista Mon Quartier


Prezados,

Tivemos a honra de ser entrevistados pela talentosa Naide Nóbrega para a revista Mon Quartier. Uma revista local, de distribuição gratuita em diversos bairros do Recife, e elaborada com muito carinho pelos seus criadores.

Para a reportagem João Filipe e eu nos encontramos com a Naide e o fotógrafo Juanpa Ausin. Foi uma entrevista muito legal e a matéria ficou excelente, muito bem escrita. Passou exatamente o que gostaríamos para as pessoas que não conhecem a cultura cervejeira.

Gostaria de convidar a todos para dar uma passadinha lá e deixar um comentário para o pessoal que foi tão legal conosco.

O endereço é http://www.monquartier.com.br/edicaoMes.php a reportagem conosco está na página 30 e 31. Basta clicar na revista que ela irá ampliar e você pode ler toda ela.

Cheers!

Nova Cerveja: Weizenbock

Prezados,

Aproveitando o malte de trigo que torramos alguns dias atrás resolvemos fazer uma cerveja de trigo escura da escola alemã, a Weizenbock.

A receita levou um total de 9kg de malte, entre eles pilsen, malte de trigo, malte de trigo torrado e um pouco, cerca de 50 gramas, de malte escuro. O malte escuro foi preciso pois o malte que torramos ficou com um SRM de 16-17, por isso precisávamos escurecer um pouco a breja.

Para a brassagem usamos a técnica de decocção, com paradas fenólica, protéica, sacarificacão e mash out. Temperaturas de 48, 55, 62 e 72 graus. A decocção foi simples, elevando a temperatura de 65 para 72 graus.

A SG do mosto ficou em 1.051 e a OG 1.072. A cerveja deve ficar com cerca de 7% ABV e a cor ficou de um vermelho ambar muito bonita.

Ainda não decidimos se vamos engarrfar ou colocá-la num post mix. Assim que tiver as fotos eu posto para todos apreciarem.

Cheers!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Blackberry Porter acompanha Cesária Évora - Saudade

A Blackberry porter é uma novidade da RecBrew, a criação dela foi inusitada. Certo dia Eu e Romero andávamos pelo belíssimo Mercado de São José no centro do Recife. Como todo bom cervejeiro, estávamos conversando sobre Brejas, planejando levas e buscando novos ingredientes. Passamos pelas barracas do "Pai Xangô" e "Mãe Jurema" e encontramos diversos tipos de madeiras aromáticas, mas por experiência própria com garrafadas de cachaça, sabemos da forte adstringência que muitas destas madeiras possuem. Então deixamos as madeiras para experimentos futuros (quem sabe não defumamos algum malte com essas madeiras regionais para a competição nacional no estilo rauchbier). Até que nos deparamos com um pote enorme e roxo com os dizeres: Polpa de Amora. Na hora veio a idéia de fazer uma cerveja com amora, Surgiu a BlackBerry Porter.

A Blackberry Porter ficou com um sabor presente de Malte e de caramelo queimado, aroma leve de chocolate amargo e notas de frutas vermelhas. A Amora influenciou em uma sensível acidez nas laterais da boca. O ponto fraco da cerveja fica para a "bebebilidade", Uma ou duas garrafas e pode chamar a noite, ou um copo d'água. Uma Bela cerveja para beber com um ou dois amigos, batendo um papo e escutando belas músicas...

Acabei de abrir uma garrafa de uma BlackberryPorter, mas para acompanhar as notas de nossa cerveja escolhi uma música da Caboverdiana Cesária Évora.

Ein Prosit!

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Torrando Malte de Trigo

Prezados,


Fizemos uma experiência "forçada" hoje. Na última brassagem ocorrida no sábado passado descobrimos alguns insetos em nosso malte de trigo. Imediatamente colocamos o referente saco no freezer para congelar essa praga nos maltes.

A experiência passada de geração em geração nos ensinou que, quando se congela um grão, o desgelo deve acontecer rápido para que este não fique "mole" ou "murcho". Para evitar tal destino resolvemos descongelar os cerca de 1,5 kg de grãos no forno.

Foi aí que surgiu a idéia: já que vai estar no forno, pq não tentar escurecer esse grão para fazer uma weiss mais escura? Foi o que fizemos!

Para tanto, pré-aquecemos o forno a 200 graus (pelo menos é a temperatura que mostra no botão do fogão) por 15 minutos. Distribuímos os grãos em 2 tigelas de tamanhos distintos. Colocamos as duas tigelas de vidro no forno.



Verificamos e mexemos no malte a cada 15 minutos. Quando da terceira vez que abrimos o forno, ou seja aos 45 minutos, aumentamos a temperatura para 230 graus. Deixamos a tigela maior por mais 10 minutos e retiramos. A segunda deixamos mais 10 minutos para deixar os grãos mais escuros. O resultado das duas tigelas você pode ver na foto ao lado.



No começo da torra os grãos exalavam um cheiro muito bom de chocolate. No final o cheiro já era de pipoca e com o tempo de pipoca queimada.



A diferença de cor você pode observar na foto abaixo. Os grãos que estão em cima da foto são os normais, o da direita foi o primeiro a ser retirado do forno e, lógico, o da esquerda o mais queimadinho.


Agora a questão é saber quão escuro esses grãos deixarão o mosto. pergunta impressindível para saber a quantidade a ser usada. A maneira mais fácil de verificar isso é fazendo um mosto de amostragem.

Assim que fizermos uma cerveja com esses grãos eu posto aqui o resultado para que todos tenham uma idéia.

Cheers!

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Um Prólogo ao resgate da Cerveja


     Seja Ruiva, morena ou loira, a cerveja evoca um universo feminino sensual e delicioso. Como poderia ser de outro modo se levarmos em conta que por séculos e séculos, as mulheres são as responsáveis pela fabricação e elaboração desta maravilhosa bebida? O consumidor comum sentado no balcão de um bar saboreando um copo bem frio de chopp, nem imagina o glorioso passado da bebida que lhe reanima. Mas os verdadeiros aficionados não ignoram a enorme riqueza histórica desta bem dita bebida. 
     O mundo da cerveja não se limita as fronteiras européias. Nossa bebida tem uma carta de cidadania em todo o planeta. As cervejas de cevada européia são tão especiais como as cervejas de arroz asiáticas, ao Caxirí brasileiro, as cervejas de milho Aztecas, e as africanas de Soio.  Todos os povos, desde o Tibet ao Haiti, honram este alimento líquido: A Cerveja é sobretudo um símbolo!

     Mais do que uma questão histórica ou geográfica, a cerveja é um testamento formidável da cultura e dos hábitos dos homens do passado e de hoje. Porção sagrada, bebida mitológica, sempre companheira dos poderosos e dos humildes, dos guerreiros e dos camponeses. Moderna e informal, sempre se destina como lubrificante social e designada para saciar as sedes insaciáveis e os paladares mais exigentes.

     Sempre feita de forma artesanal, primeiro pelas mulheres e mais tarde pelos monges, a cerveja se transformou em uma verdadeira indústria de produção em massa quando caiu na mão dos homens. Decisões não são mais tomadas pelos mestres cervejeiros. Agora eles buscam o menor denominador comum, sobrando o Marketing para convencer o mercado de que cerveja é uma bebida leve e refrescante, um verdadeiro refrigerante!

     Hoje, a arte está voltando à sala de brassagem! O Brasil já possui milhares de cervejeiros(as) caseiros(as) e o mercado de cerveja artesanal está cada vez maior. Crescendo mais do que a indústria tradicional.  Nós, cervejeiros caseiros, temos como meta resgatar na história da cerveja um símbolo de alimento e cultura e quem sabe convencer a todos que: 

Skol não é cerveja, Malzenbeer é ruim e que se alguém aqui consegue distinguir uma Brahma de uma Antrártica é um gênio da análise sensorial!!!

#Leiam o Livro:
El Libro del amante de la cerveza, parte do conteúdo e idéias foram baseados nele!
Christian Berger - Philippe Duboë-Lourence

#Obra de Arte: 
La Serveuse de Bocks
Manet, Edouard


sábado, 23 de outubro de 2010

10 Coisas que o Homebrew precisa fazer

Prezados,

Essa reportagem saiu na BYO (Brew your own www.byo.com) e, como diz o título, sugere 10 coisas que o cervejeiro caseiro deveria fazer. Comentarei cada uma delas, são bem interessantes, vale a pena conferir.

1- FAZER UM MONSTRO

Aguma vez você tem que testar os limites. Fazer a "maior" cerveja possível. A maior quantidade de grãos aconselhável, lúpulos, inocular uma maior quantidade de fermento (talvez mais de uma vez), fazer uma maior aeração do mosto, etc.

Uma cerveja "grande" vai precisar de uma grande paciência. E lembre-se, pode até entusiasmar os amantes, mas nem sempre agrada ao público "ambeviano". A parte boa é que uma cerveja mais encorpada e lupulada resiste bem ao tempo, então você pode testá-la ao decorrer do tempo.

2- CONSEGUIR A PERFEIÇÃO

Uma das maiores vantagens de ser um cervejeiro é que podemos fazer qualquer tipo de cerveja. Entretanto, conseguir fazer e refazer sua receita preferida, e levá-la a perfeição pode ser uma diversão mais interessante do que ficar fazendo estilos diferentes.

Repetir uma cerveja com perfeição requer mais do que uma receita. Faz-se necessário também tomar notas, não apenas do que vai acontecer, mas também do que realmente aconteceu durante toda a brassagem.

Se você realmente queiser constituir a "sua" cerveja, lembre-se que as vezes uma safra diferente de malte pode fazer uma grande diferença. Mas repetir uma receita várias vezes pode ser tão instrutivo quanto fazer diversas receitas diferentes.

3- ENTRAR NUMA COMPETIÇÃO

Um pouco de desafio nunca fez mal a ninguém. O máximo que pode acontecer é você conseguir um feedback de como está sua cerveja entregue a você por pessoas experientes.

Você também pode fazer uma competição contra você mesmo. Basta entrar na mesma competição todo ano, tentando uma nota maior a cada vez.

4- UTILIZE UM INGREDIENTE DIFERENTE

Segundo a "Lei da Pureza" alemã, só se pode utilizar malte, lúpulo, água e fermento para a fabricação da cerveja. Mas variar um pouco não faz mal a ninguém. Nós da RecBrew gostamos muito de semente de coentro (prinicpalmente em nossa Wit).

Colocar ingredientes novos é sempre um desafio. Fizemos uma Blackberry Porter (amora) que está na fase final de preparo. Quando você usa um ingrediente novo tem que pensar qual ingrediente vai bem com o estilo e em que momento incorporá-lo a receita (na brassagem, no fermentador primário ou secundário).

5- SIRVA A UM GRANDE EVENTO

Se você tiver sorte na sua vida cervejeira conseguirá um grande evento para mostrar seu talento. Muitas vezes isso significa um grande quebra-cabeça. Quando começar, como fazer várias brassagens com o mesmo resultado, a quantidade necessária de cerveja, a logística... Muita coisa a se pensar.

E a pior (ou melhor) parte, vendo toda a sujeira resultado das diversas brassagens pode deixar você mais organizado.

Você pode pensar em fazer levas menores e mais concentradas e dilui-las antes da fermentação, tendo assim menos trabalho.

Além do que, a quantidade de gente que vai provar sua cerveja e te dar o feedback vai ser um motivo de dar um capricho a mais na sua leva. Fazer a sua cerveja predileta pode se uma boa sugestão, melhor do que tentar fazer uma falsa "skol" para tentar agradar os ambevianos. Se sua cerveja for bem feita eles irão gostar da mesma maneira.

6- DESCUBRA COMO A "OUTRA PARTE" VIVE

Se você é um cervejeiro que sempre fez suas brassagens usando partial mash, tente fazer um all grain e ver o resultado. Se você é um all grain tente utilizar um extrato para ter mais essa experiência.

7- ENSINE ALGUÉM

Se você quer aprender alguma coisa, tente ensiná-la. Quando você ensina você organiza sua linha de raciocínio e acaba descobrindo coisas novas. Além do que, as perguntas que essa pessoa fará proporcionará você a pensar sobre o assunto antes de responder, o que levará a um melhor entendimento sobre a matéria.

8- ELEJA UMA RECEITA COM "SUA" CERVEJA

Tenha a "sua" cerveja. Aquela que, se você estivesse num restaurante, você chamaria a cerveja da casa. Ela pode ter um ingrediente diferente, que só se encontre na sua região, pode ser uma cerveja comum, elaborada com um único tipo de malte, pode ter diversos tipos de lúpulos. Ela pode até fugir as regras da BCJP, contanto que ela seja a SUA cerveja!

9- ASSOCIE-SE A UMA ACERVA (ASSOCIAÇÃO DOS CERVEJEIROS ARTESANAIS)

É sempre bom ter contato com outros cervejeiros e constatar suas dúvidas (que podem ser as mesmas que as suas) e as explicações dos mais experientes (sempre existe alguém mais experiente que nós).

Essas associações estão sempre realizando "missas" (encontros), degustando cervejas e realizando palestras. Especialmente aqui no Brasil, são pessoas excelentes que só querem ajudar os novos cervejeiros.

10- FAÇA UMA CERVEJA QUE NUNCA MAIS FEZ

Lembra daquela cerveja que você fez, achou muito boa, mas nunca mais tentou. Por que não fazê-la novamente? Você pode lembrar porque escolheu aqueles grãos e lúpulos, por que resolveu fazer aquele estilo com algumas diferenças.

Relembrar uma boa cerveja é sempre bom.

Entaão, se você é um cervejeiro mais experiente, quantas dessas dicas você já experimentou. Devo confessar que, para nós da RecBrew, não foram todas.

Cheers

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Aeração do Mosto

Uma importante fase da preparação de uma cerveja é a aeração do mosto. A oxigenação do líquido não é recomendado na fabricação de cerveja, porém é muito importante em um único momento, após a fervura e resfriamento, e antes de inocular a levedura.

Para entender o porque de aerar é preciso saber como a levedura reage ao ser inoculada. Nas primeiras 12 horas após a inoculação a levedura vai crescer e se multiplicar, para esse processo ela vai utilizar basicamente oxigênio. Acontece que, após 60 minutos de fervura intensa do mosto, o oxigênio foi quase todo retirado sendo necessário a “reposição” do oxigênio no mosto.

Um mosto com pouco oxigênio pode apresentar alguns problemas durante a fermentação. Os mais comuns são o longo intervalo de tempo para seu início, as vezes ocorrendo um stuck (parada) na fermentação ou esta ficar incompleta. Outro problema pode ser uma quantidade excessiva de ésteres, resultando num gosto forte de frutas, que em alguns estilos é um defeito grande.

A quantidade considerada mínima de oxigênio dissolvido no mosto é de 5 ppm. As grandes cervejarias calculam a concentração de O2 em 8 a 10 ppm. Homebrewers conseguem atingir a concentração de 8 ppm com a simples adição de ar no mosto, seja por agitação, transferência ou injetando ar diretamente no mosto através de alguma máquina.

Tenho lido alguns artigos sobre o assunto e existe uma certa unanimidade que para conseguir mais O2 no mosto seria necessário a utilização de oxigênio puro. Como todos comentam que é razoavelmente simples conseguir a concentração de 8 ppm através das técnicas que comentarei a seguir, acreditarei neles.

Conseguir medir essa concentração ainda requer um equipamento especial e caro. Portanto temos que avaliar se temos uma boa concentração de O2 no mosto através de testes. Se você inoculou um fermento de boa qualidade na temperatura adequada, manteve essa temperatura e mesmo assim você teve algum dos problemas que comentamos acima, talvez você tenha que rever a aeração do seu mosto.

Algumas considerações sobre a aeração:

• Quanto maior a densidade do mosto menor será sua capacidade de absorver o oxigênio;
• Lembre-se que a aeração deve acontecer após o resfriamento do mosto;
• Uma temperatura mais baixa ajuda nessa absorção;
• Prefira as bolhas menores e em maior volume do que as grandes e em volumes mais baixos.

Seguem as técnicas mais utilizadas pelos homebrewers:

AGITAÇÃO


Esse é sem dúvida o método mais utilizado pelos iniciantes, pois não precisa de investimento. Se você estiver utilizando um botijão de água como fermentador, basta fechá-lo (não definitivamente pois você ainda vai inocular a levedura, lembra?) e balançá-lo, agitando o mosto no seu interior. Cuidado para não deixar o fermentador cair. Uma boa idéia é agitar o garrafão sobre algum lugar acolchoado.

Caso você for fermentar seu mosto num balde alimentício, ou qualquer outro recipiente onde a abertura é grande, utilize uma escumadeira sanitizada para fazer a agitação. É importante, em ambos os casos, agitar por uns 15 minutos, fazendo bastante espuma.

DURANTE A TRANSFERÊNCIA

A aeração pode ocorrer na transferência do mosto da panela para o fermentador. Uma técnica é usar uma tampa de caneta, ou outro objeto similar, no fim da mangueira, causando assim bastante “splash” e espuma na transferência.

Caso você não utilize uma mangueira para transferência, você pode utilizar um segundo balde, ou recipiente. Basta ficar “jogando” o mosto de um balde para o outro. Faça isso umas 5 ou 6 vezes, fazendo bastante espuma. Lembre-se que ambos os recipientes devem estar sanitizados.

INJEÇÃO DIRETA DE AR OU OXIGÊNIO


Para esta técnica você vai precisar de alguma máquina para injetar o O2 no mosto. Uma solução mais barata é a utilização de uma bombinha de aquário. Nesse caso você precisará de uma pedra difusora de ar (lembra que as bolhas menores e em maior volume são melhores?) e um filtro de ar de 2 micras. O filtro é necessário pois o ar que vamos injetar não deve conter impurezas. Esse filtro pode ser fabricado em casa utilizando uma seringa, algodão e álcool. Um modelo completo de como fazê-lo está no livro do John Palmer, “How to Brew”. Esse livro, inclusive, está disponível em português na internet.

Outra opção, mas bem mais cara e arriscada, é o uso de uma tanque de O2 para a dissolução de oxigênio no mosto. Nesse caso você não vai precisar do filtro, mas ainda precisa da pedra difusora. Lembre-se que você estará injetando oxigênio puro no mosto, caso você exagere na dose irá oxigenar o mosto, causando off flavors (sabores indesejados).

Para se ter uma idéia, a oxigenação utilizando uma bomba de aquário leva, em média, 10 minutos. Com o oxigênio puro levará 1 ou 2 minutos. Além do que o oxigênio é um dos gases mais inflamáveis existentes, portanto caso considere utilizá-lo, cuidado!

Como sempre, tendo qualquer dúvida, pode perguntar.

Cheers!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Reportagem Folha de SP

Prezados,

Reportagem muito interessante no jornal Folha de São Paulo a respeito do crescimento do movimento cervejeiro naquele estado.

A proposta da Rec Brew é exatamente esta: divulgar esse hobby que tanto apreciamos (e que vários apreciam o resultado) e tentar aumentar o número de cervejeiros no NE do país, começando por Recife.

Assim que obtivermos um número mínimo de pessoas praticando esta arte poderemos iniciar nossa Acerva, como já existem em outros estados braileiros, promovendo discussões sobre o tema, degustações, palestras, concursos e muito mais.

Segue o link da reportagem:

http://www1.folha.uol.com.br/comida/814148-producao-caseira-de-cerveja-vira-frisson-em-sao-paulo.shtml

Cheers!

sábado, 9 de outubro de 2010

Engarrafando nossa Cerveja!

Amigos,

Conforme prometemos durante a brassagem coletiva, estamos colocando passo a passo o que está acontecendo com nossa cerveja.



Após uma semana fermentando e uma semana de maturação (numa temperatura mais baixa), hoje engarrafamos a breja.

Como havíamos comentado antes, o volume acabou sendo menor do que o esperado, resultando em apenas 13 litros de cerveja, ao invés dos 19 previstos. A cor e o gosto, no entanto, estão espetaculares, como você pode ver na foto ao lado.

Para engarrafar a cerveja precisamos de 25 garrafas de 600 ml, 25 tampinhas metálicas, um arrolhador, 105 gramas de açúcar, uma árvore escorredora de garrafas, uma mangueira de silicone, um balde de pástico alimentício, uma bacia grande, um bico dosador, cerca de 400ml de água, 11ml de sanitizante (iodofor).



Fervemos os 400 ml de água filtrada por 15 minutos, adicionamos o açúcar mexendo constantemente para não caramelizar. Fervemos por mais 5 minutos e retiramos do fogo, cobrimos com filme plástico e colocamos para resriar.



Colocamos 20 litros de água, junto com o iodofor, no balde. Colocamos cerca de 6 a 7 garrafas limpas, dentro do balde para sanitização. O tempo de sanitização é de 1 minuto. Retiramos as garrafas, esvasiamos o líquido e colocamos na árvore escorredora. Repetimos o procedimento até que todas as garrafas esejam sanitizadas.

Retiramos todo o líquido de dentro do balde passando para uma bacia. Nessa bacia colocamos a mangueira, o bico dosador e todas as tampinhas para sanitização.

Acoplamos a mangueira no bico dosador e conectamos na torneira do balde da cerveja. Assim, nosso mecanismo de enchimento das garrafas está pronto. O bico dosador vai ajudar nesse processo, pois corta o fluxo do líquido quando a garrafa está cheia.

Como estávamos eu e Filipe, eu ia enchendo as garrafas e Filipe tampando. Quando apenas uma pessoa está neste processo, você enche todas as garrafas e depois tampa.



Todo o processo durou cerca de 1 hora.

Semana que vem nossa cerveja estará pronta!

Cheers

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Aviso aos que copraram os post mixs.

Galera,

Por favor tenham um pouco de paciência. Como Filipe falou em outro post não estamos comercializando esses tanques, estamos apenas tentando ajudar os confrades. Tanto ele quanto eu trabalhamos e estamos fazendo isso nas horas de folga (muitas vezes escapulindo do escritório).

Acabou que foram 2 lotes de post mixs de 10L (200 tanques) + 40 tanques de 19L. Estamos tentando agilizar ao máximo. Já recebemos os tanques (e por isso quero agradecer ao pessoal de SC que depositou o dinheiro rapidinho para que cobríssemos o custo inicial), mas temos que ver as caixas para acomodar os post mixs durante a viagem e contratar o transporte.

Como o pessoal de SC está com um grupo grande e, como falei anteriormente, já fez o depósito do dinheiro vamos enviar primeiro para lá. Assim que enviarmos esses entraremos em contato com o pessoal dos outros estados para organizar o pagamento e o envio.

Obrigado a todos pela ajuda na compra!
Cheers

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Censo Cervejeiro artesanal do Brasil

Quando queremos medir em números mais próximos da realidade possível, deixamos de lado a estatística amostral e partimos para o Censo. Censo é um estudo estatístico que resulta da observação de todos os indivíduos da população relativamente a diferentes atributos pré-definidos.


O Movimento da cerveja artesanal no Brasil ainda está engatinhando, quando comparado com os EUA e alguns países europeus. Sabemos disto simplesmente por suposição e vivência. Está na hora de saber com confiança os números da cerveja caseira no Brasil, até para sabermos do crescimento deste número daqui a alguns anos.

Para isso o colega e jornalista Ricardo Amorim, do blog http://oglobo.globo.com/blogs/cervejaso/ está propondo que todos os cervejeiros respondam ao Censo neste Link.

Todos nós cervejeiros interessados em acompanhar a evolução da cultura cervejeira no país deveria responder ao pequeno questionário.

Forte abraço a todos,

Pão de Malte e Cerveja de trigo!
Ein Prosit der Gemütlichkeit!

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Tanques de Post mix 10 Litros-recebemos!

Prezados,

Pequeno vídeo com os post mixs que recebemos esta tarde.
Estamos preparando a logística para envio.

Cheers

Rec Brew - Brassagem dupla

Um dia de sábado pela manhã até a noite, fazendo duas cervejas completamente diferentes ao mesmo tempo, inclusive usando a demorada e trabalhosa técnica alemã de Decocção.
MUITO BOM!


Receitas:

WitBier 25l

3Kg de Malte Pilsen 57%
1Kg de Trigo não Maltado 19%
1Kg de Malte de trigo 19%
250g de Malte Munich 5%

12g Hallertauer Tradition (13.2 IBU)
50g de sementes de coentro
Levedura Fermentis T 58

Blackberry Porter 20 l

3,5Kg Malte Pale Ale
500g Malte Crystal 120l
300g Malte Chocolate

12g galena 60''
10g Saaz 0''

Danstar Nottingham

Polpa de Amora Desidatrada na maturação

Gostaria de agradecer a ajuda da amiga e bióloga Gabriela, ela vai ajudar muito ainda, passando técnicas de meio de cultura e propagação de leveduras.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Fermentação de nossa Cerveja!

Acabei de fazer uma leitura da densidade do "mosto coletivo" com o Refratômetro.
Segue o acompanhamento dela no promash:


Essa foi a cerveja mais errada da história da RecBrew, eficiência BAIXÍSSIMA, Ficando fora do estilo


O IBU ficou um pouco acima para o estilo... sobre o gosto... está uma verdadeira delícia! uma das melhores cerveja já feitas por aqui! Seca e pouco com pouco álcool... prontinha para ser bebida em enormes quantidades!(só tem 16 litros)

Abraço a todos

Pão e Cerveja!

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Tanques de Post mix 10 Litros

Prezados,

Aqui está a foto de um dos tanques de post mix de 10 litros que conseguimos. No local existem mais, porém só podemos comprar em lotes de 100 unidades. Por isso precisamos de mais pessoas interessadas.

Os tanques são usados e provavelmente precisam trocar as borrachas de vedação, mas todas as conexão estão aparentemente boas, assim como o sinfão.

Se conseguirmos fechar o lote a unidade sai por R$ 100,00 (cem reais).

Os interessados por favor entrem em contato conosco através dos emails

romeroperman@hotmail.com
joaofilipemuniz@gmail.com

Seguem fotos:







Cheers

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Ein Prosit der GemuetlichKeit


Este Final de semana estaremos comemorando o Segundo evento aberto da RecBrew. Uma homenagem a cultura alemã em todos os sentidos, com muita Cerveja artesanal e comida típica alemã, Ambiente familiar.

Ein Prosit der GemütlichKeit é uma expressão alemã que brinda (Ein Prosit) ao "GemütlichKeit"

Gemütlich em alemão quer dizer mais do que aconchegante, mais do que divertido, talvez mais do que prazeroso. Para bom Recifense entender seria como ir para Porto em um dia de semana, comer uma agulhinha com uma Caipirinha de Caju (prefiro uma HefeWeiss) na Beira da praia embaixo de um guarda-sol!

Pode chamar a Família, 15 Reais por cabeça, menino pequeno não paga mas também não bebe...

Liga aí:
Filipe (81) 99535637
Romero (81)88283059








(Um agradecimento para, Ingrid Buhr, pela aula!)

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

História do Pensamento Cervejeiro

A cerveja acompanha o homem a aproximadamente 8 milênios, a bebida está diretamente vinculada com a revolução Neolítica, na verdade talvez ela tenha sido a força motriz desta mudança de comportamento Social. O Símbolo para alimento no antigo egito era um vasilhame de Cerveja.

Seguem citações que indicam a importância da cerveja em cada ZeitGeist


"A boca de um homem que busca a felicidade está cheia de Cerveja"
Antigo provérbio egípcio (4000 ac)


"Eu recomendo Pão, Carne, vegetais e Cerveja"
Sófocles

"Uma Bebida poderosa e Superior"
Julius Caesar



"Ele que bebe cerveja dorme bem, aquele que dorme bem não peca, aquele que não peca vai para o céu"
(Monges Germânicos - 1200 dc)

"Nenhum soldado consegue lutar se não for devidamente alimentado com carne e cerveja"
(John Churchill 1650-1722)

"A cerveja é a prova que Deus nos ama e nos quer ver felizes"
(Benjamin Franklin)



"Dê ao meu povo suficiente cervejas, boas cervejas a preço acessível e não haverá revolução partindo deles"
(Rainha Victória 1819-1901)



"Cervejããããão", "Ex-Pe-Ri-Men-Ta", "Desce redondo", "Brahma Fresh a Cerveja do Refresh".
(Marqueteiros século XXI)

Tenho impressão que a gente decaiu!

Ainda bem que em Recife Agora Temos a RECBREW!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Como Fazer Cerveja - Equipamentos - Densímetro

Prezados,

Seguindo nossa linha de posts sobre o equipamento necessário para fazer cerveja, vamos falar sobre o DENSÍMETRO. Ele não é necessariamente obrigatório para “fazer cerveja”, mas se você tiver interesse em saber se suas levas estão indo de acordo com o esperado, sua eficiência na brassagem, além da quantidade de álcool na sua breja você vai querer um.



Um densímetro nada mais é do que um instrumento para medir a densidade de um líquido. Quanto mais “viscoso” um líquido maior será sua densidade. Em inglês essa expressão é conhecida como “gravity”, ou gravidade. Por isso você vai ouvir falar muito em gravidade da cerveja ao invés de densidade. No final, são duas expressões para a mesma coisa.

Para usá-lo, basta colocar líquido suficiente na proveta para deixar o densímetro livre para flutuar. Coloca-se o instrumento e aufere-se onde ele parou, conforme a régua contida neste, conforme a foto ao lado.

A água tem a densidade específica de 1,000. Se você adicionar a essa água todo o açúcar extraído dos grãos a densidade da água vai subir. Quanto mais açúcar no liquido maior será sua gravidade.

A maioria dos densímetros foram ajustados para trabalhar a 16 graus centígrados. Sendo assim se você for medir a densidade do mosto enquanto este está quente será necessário ajustar o resultado. Para exemplificar, imagine verificar a gravidade do azeite. Quanto mais quente estiver azeite menos denso ele estará. Por outro lado, quanto mais frio maior sua densidade. Portanto, antes de você utilizar seu densímetro procure saber a qual temperatura ele foi ajustado.

São 3 os momentos importantes de se medir a gravidade do mosto. O primeiro momento é na extração do mosto e antes da fervura. Essa será sua SG, ou “specific gravity”. Essa medição servirá para verificar o aproveitamento de sua brassagem. John Palmer, em seu livro “How to Brew”, chama essa densidade de BG, ou “por boil gravity”.

O aproveitamento na brassagem, ou sua eficiência, vai depender do tipos de grãos que irá utilizar, pois cada grão possui uma quantidade máxima de açúcar que pode ser extraído. Vamos imaginar que você esteja utilizando um grão que permitirá ser extraído açúcar suficiente para elevar a gravidade do mosto para 1,050. No final da brassagem você mediu sua SG, ou BG, e constatou que conseguiu uma extração suficiente para 1,035. Dessa forma, numa regra três simples, percebe-se que sua eficiência foi de 70%, ou seja, você conseguiu extrair 70% de todo açúcar que o grão oferecia.

Uma eficiência entre 70 e 80% é o desejável para quem está começando. Essa eficiência vai depender de vários fatores que serão vistos em outros posts, como moagem, Ph da água, tempo de brassagem, temperatura, etc...

A segunda e a terceira medição vão ser importantes para medir a OG (original gravity) e a FG (final gravity). A OG é medida logo após a fervura do mosto e antes de inocular as leveduras. A OG vai indicar a quantidade de açúcar no mosto.

A medição da OG também é importante para determinar o fim da fermentação da mosto. Quando se inocula o fermento num mosto com açúcar, as leveduras vão se alimentar desse açúcar e transformá-lo em CO2 e álcool. Nesse primeiro momento esse CO2 é descartado. Assim, após alguns dias, quando você for fazer outra medição, notará que a gravidade diminuiu, pois o açúcar virou álcool e este é menos denso que a água.

Depois de alguns dias, quando a densidade parar em um determinado patamar, significará que a fermentação terminou e você terá o FG. Com a medição do FG e do OG será possível determinar o teor alcoólico por volume de sua cerveja.

Cheers!

Brassagem Coletiva

Prezados,

Neste sábado, dia 25 de setembro, a REC BREW fará outra brassagem aberta a quem quiser ver o processo de fabricação de cerveja caseira. Vai ser aqui no prédio, além de aprender a fazer a cerveja poderão degustar as levas que já fizemos (que estão uma delícia), comer uns petiscos e conversar sobre todo o processo de fabricação.

Estamos pedindo uma ajuda para comprar os petiscos, R$ 15,00 por pessoa.

Cheers

domingo, 19 de setembro de 2010

Cultura Cervejeira

Prezados,

Deparei-me com esses vídeos num grupo de email da Acerva SP falando sobre o início da cultura cervejeira.

Vale muito assistir essa reportagem para ver como esse mundo é delicioso. Nós da RECBREW estamos tendando, ao máximo, divulgar essa cultura de cervejas especiais.

Devirtam-se!



http://www.redeminas.tv/centro-de-midia/planeta-minas/cervejas-especiais-1
http://www.redeminas.tv/centro-de-midia/planeta-minas/cervejas-especiais-2
http://www.redeminas.tv/centro-de-midia/planeta-minas/cervejas-especiais-3

Cheers

sábado, 18 de setembro de 2010

Como Fazer Cerveja - Equipamentos - Filtros de mosto

EQUIPAMENTOS 3 – FILTROS DO MOSTO


Como falamos no post anterior, a casca do malte vai servir como um filtro natural na ajuda de separar o mosto (líquido) dos grãos. Porém precisamos de algo mais para esta tarefa, é ai que entram os filtros.

Quando comecei a preparar cerveja eu utilizava um saco de voile (grain bag). É um tecido sintético que agüenta o calor do fogo. Coloca-se os grãos no saco e então o leva para a panela com água na temperatura calculada. Ao término retira-se o saco com os grãos e coloca-se em outra panela, com água a 72 graus para “lavar” os grãos e extrair todo o açúcar.

O grain bag é bastante simples e fácil de utilizar. Entretanto você fica preso a uma rampa de temperatura simples, com apenas uma escala.

Os dois próximos métodos são os mais utilizados pelos homebrewers. O primeiro é a bazooka e o segundo é o fundo falso.

A bazooka nada mais é do que um cano com diversos furos ou malha de inox utilizado dentro da panela ou cooler. Na foto abaixo você pode verificar como a RECBREW faz uso deste equipamento dentro de um cooler. Usamos a malha de aço inox de uma mangueira de gás. Conectamos as pontas num conector em “T” que vai direto para a torneira.



Neste caso os pontos positivos são a facilidade do método e a despreocupação em manter a temperatura, uma vez que está dentro de um cooler fechado não há perda de calor. Os pontos negativos, além de ter de comprar um equipamento a mais, é que podemos fazer no máximo 2 rampas de temperatura.

Nós também temos a mesma bazooka montada numa panela. A parte positiva é que podemos efetuar várias rampas de temperatura e a economia de não ter que comprar o cooler. Porém você tem que tomar cuidado para a temperatura não baixar muito.

Estamos bastante satisfeitos com este equipamento de filtragem do mosto. Entretanto, se formos fazer uma leva maior, usando mais grãos, temos que ter cuidado com o peso sobre a bazooka, pois esta irá ceder e causar um stuck sparge.

Outra alternativa para separar o mosto dos grãos é o fundo falso, como este da foto:





Este método é também muito utilizado e muito eficiente. De certa maneira é barato e pode ser utilizado tanto na panela quanto num cooler. O problema é que se você utilizar o fogo diretamente na panela pode haver uma caramelização do mosto que está no fundo, pois mesmo você mexendo a colher não alcançará o fundo da panela, mas o fundo falso.

Existem outros métodos para a separação do mosto dos grãos, mas estes que relatei acima são os mais utilizados pelos cervejeiros caseiros.

Lembrem-se, qualquer dúvida estamos a disposição.

Cheers

Como Fazer Cerveja - Equipamentos - Moedor

EQUIPAMENTOS 2 - MOINHO OU MOEDOR


Como estamos falando em fazer cerveja partindo de grãos, ao invés de usar extrato de malte, teremos que moer o malte antes de efetuar a brassagem. Um bom aproveitamento dos grãos vai depender de uma boa moagem, portanto é importante fazê-lo da forma correta.

O mais importante é que você entenda que o malte deve ser quebrado, e não triturado. A casaca deve ser preservada o máximo possível por dois motivos: primeiro porque servirá de um filtro natural, evitando que os grãos se compactem e ocorra um entupimento (stuck sparge) na extração do mosto.

O segundo motivo é que a casca pode contribuir com taninos, o que resultaria com um gosto adstringente no produto final, ou seja, na cerveja.

Dessa forma, deve-se ajustar o moinho para que quebre a parte de dentro do malte mas preserve a casca. O grão também não pode ficar muito fino para que se evite o stuck sparge, por isso nunca, veja bem NUNCA, use um liquidificador para moer os grãos.

Existe alguns tipos de moedores que são usados para malte de cevada. Talvez o mais usado seja o CORONA, um moedor de placas ajustáveis. Existem várias fotos para esse tipo de moedor na internet, que podem ser vistos através do site abaixo:

http://www.google.com.br/images?q=corona%20mill&oe=utf-8&rls=org.mozilla:en-US:official&client=firefox-a&um=1&ie=UTF-8&source=og&sa=N&hl=pt-BR&tab=wi&biw=1280&bih=647

Como pode ser visto através das fotos do link, o Corona Mill pode ser adaptado para melhor servir ao cervejeiro caseiro. É provavelmente o de melhor custo benefício e o que nós, da RECBREW, utilizamos.

Entretanto, o moedor mais aclamado no mundo cervejeiro é o moedor de rolos. Esse moedores existem com 1, 2 ou 3 rolos que são ajustáveis para um melhor aproveitamento do malte. Esses são bem mais caros e mais fáceis de ser encontrados em lojas do exterior, como no link abaixo:

http://www.beersmith.com/barley_crusher.htm

Esse moedor é fantástico, tive a oportunidade de utilizá-lo enquanto morava nos EUA. Colocávamos uma furadeira para ajudar na moagem, com isso a moagem levava apenas poucos minutos.

Novamente lembramos que o importante é ver o melhor equipamento para sua situação, as vezes começar com o mais barato é melhor do que com o mais caro, que pode ser adquirido num segundo momento.

Cheers

domingo, 12 de setembro de 2010

Como Fazer Cerveja - Equipamentos

Prezados,

Nós da REC BREW vamos começar a escrever alguns posts sobre a fabricação de cerveja em casa, passando desde os equipamentos, insumos até algumas técnicas. Nosso objetivo é difundir cada vez mais a cultura cervejeira e assim atrair novos colegas para esse ambiente.

EQUIPAMENTOS – Parte 1

Num primeiro momento vamos tratar dos equipamentos indispensáveis para a fabricação da cerveja. Lembrando sempre que esses equipamentos podem variar de acordo com a região em que a pessoa está, sua cozinha, clima, etc.

Aqui estamos imaginando que você não tenha problemas com a temperatura externa, vai utilizar a cozinha de sua casa, afinal você não quer investir tanto logo no começo, e vai fazer uma receita “all grain” para 20 litros de cerveja.

Sendo assim você vai precisar de:

02 panelas de pelo menos 20 litros cada, com extratores;
01 panela de 30 a 35 litros, com extrator;
01 equipamento para separar os grãos moídos do mosto (bazooka, fundo falso, etc);
01 moinho (ou moedor) para os grãos;
01 densímetro
01 proveta
01 termômetro
02 metros de mangueira atóxica
01 balde de plástico atóxico (alimentício) de pelo menos 24 litros, com tampa
01 airlock (pode ser improvisado)
35 garrafas de 600 ml
35 tampinhas
01 máquina para tampar
01 liquido sanitizante (iodofor, paracético.... não utilizar água sanitária)

Existem alguns equipamentos que não são essenciais, porém facilitam muito a vida do cervejeiro caseiro, aqui segue uma lista, alguns itens são simples e fáceis de encontrar

01 escumadeira em alumínio ou inox de uns 15 cm de circunferência;
01 chiller (imersão, contra fluxo....)
01 balde atóxico com extrator (balde extra)
01 iodo (diferente do iodofor esse é comprado em farmácias)
Filme plástico ou alumínio
01 medidor de Ph (fitas ou máquinas)
01 jarra plástica com medidores na lateral
01 colher de plástico atóxico
01 grain bag

O primeiro item que vamos falar e o qual você tem que se preocupar são as panelas. Você precisará de pelo menos três. A primeira terá a função de esquentar a água para a brassagem, para esta tarefa uma panela de 20 litros é suficiente. A segunda panela receberá os grãos já moídos para efetuar a brassagem, essa outra também pode ter a capacidade de 20 litros e seu equipamento para separar os grãos do mosto deve estar montado nesta panela. A terceira, e última, tem que ser um pouco maior, entre 30 e 35 litros e servirá para ferver o mosto.

Lembrando que você terá que esquentar água mais de uma vez para começar a brassagem e num segundo momento para “lavar” os grãos. Neste último momento você estará utilizando as três panelas ao mesmo tempo.

As panelas precisam ter extratores. Nós aconselhamos utilizar um de pelo menos meia polegada para ajudar a vazão e evitar entupimentos. Aqui temos uma foto de parte do equipamento para dar uma idéia. Você ainda vai precisar de uma arroela, um cotovelo e um anel de silicone que segure alta temperatura.





Nos próximos posts vamos comentar sobre outra peças do equipamento. Qualquer dúvida é só entrar em contato conosco.

Cheers!

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

O Milagre Chinês


Fazer uma leva Chinesa foi um dos maiores desafios que tive até o momento. Tudo começou quando 2 grandes amigos que fiz em Qingdao, Thomas (alemão) e Bryan (italiano) souberam que eu tinha experiência nesta arte. Eles acharam interessante e queriam participar de uma leva.

O primeiro desafio foi encontrar insumos e equipamentos na China. Fiz uma pequena lista do material que seria necessário para fazer uma leva. Faríamos na casa de Thomas, no fogão caseiro mesmo. Para fermentadores poderíamos utilizar os garrafões de água, eu havia trazido comigo alguns equipamentos pequenos, como hop bag e grain bag, além de um sifão. Impossível! Simplesmente não havia um fornecedor chinês de insumos. Pelo menos não em pequena escala.

As panelas seriam fornecidas por um amigo, dono de um restaurante italiano, que dividia apartamento com Thomas. Eu avisei que precisaríamos de duas panelas grandes. O restante do equipamento era simplesmente impossível de encontrar, insumos então... esqueça.

Falei com os dois que seria muito difícil. Entretanto Thomas, que iria fazer uma viagem de negócios a Recife, se prontificou a trazer todos os insumos do Brasil. Com a notícia, fiz uma receita básica de uma APA. Utilizaria maltes pale ale, caraamber e carared, para lúpulos pedi um saquinho de cascade e o fermento escolhido foi o US-05 (seco) além de whirfloc, comprei tudo na turma e pedi para ser entregue na casa de uma amiga, que se encarregou de entregar tudo a Thomas.

Tive algumas preocupações com essa “loucura”. Primeiro seria o tempo em que o lúpulo e o fermento ficariam longe do refrigerador (3 dias). A segunda preocupação foi com relação a alfândega na chegada, pois Thomas estaria trazendo uma carga viva (fermento) e grãos, o que, supostamente, necessitaria de uma anuência do governo local. Principalmente aqui na China.

Entretanto, tudo deu certo. Ou melhor, quase tudo. Um dos sacos de grãos se rompeu na viagem e perdemos cerca de 1 kg de pale ale. Para compensar a falta teria que adicionar um pouco de açúcar para poder atingir a OG necessária.

Fiquei tão feliz com a possibilidade de voltar a fazer uma brassagem após quase 6 meses “em branco” que não pensei num detalhe, como moer os grãos. Dois dias antes da data marcada para a brassagem rodei a cidade atrás de um moedor que pudesse fazer o serviço. Tudo em vão. A única coisa que encontrei foi um moedor de alho, feito de plástico e muito pequeno. Tinha que servir!

Um dia antes comecei a moer os grãos e constatei que o moedor iria servir, mas demoraria um bom tempo para concluir o serviço. Por isso comprei dois pilões de pedra para que pudéssemos quebrar os grãos. No hora marcada para a brassagem eu ainda não tinha conseguido moer nem a metade dos grãos. Entreguei um pilão para Thomas e outro para Bryan. Demoramos ainda umas 3 horas para finalizar o serviço. Tudo regado a Tsingdao a marca de cerveja mais famosa da China, mas que tem a qualidade de uma “ambeviana”, ou seja, refrescante mas não satisfaz.

Terminada a primeira etapa colocamos os grãos dentro da bolsa e começamos a brassagem. Quando eu disse a Thomas que precisava de uma panela grande ele exagerou um pouco e trouxe uma de 200 litros. Ou seja, a água para a brassagem, cerca de 12 litros, quando colocamos na panela ficava na altura de um dedo. Resultado, fizemos a brassagem em 3 panelas menores, quando tudo estava pronto usamos o grain bag como um filtro para o mosto que jogamos dentro da panela grande.

Como a panela era muito grande e estávamos utilizando um fogão doméstico só conseguimos a fervura com a panela fechada. Neste ponto eu já não estava mais preocupado com DMS, “se esta cerveja saísse já seria um milagre”, era meu pensamento.

Terminada a fervura tivemos que passar o mosto, ainda quente, para duas panelas menores, assim poderíamos colocar o gelo na panela grande. Com o gelo na panela grande colocamos as panelas em banho Maria para efetuar o resfriamento do mosto. Mais uma vez, sabia o problema que isso poderia causar, mas nesse ponto.....

Ativamos o fermento e jogamos dentro de dois garrafões de água. Improvisamos os airlocks e deixamos num quarto que não era utilizado na casa de Thomas. Como a temperatura estava em torno de 20 graus na cidade seria uma preocupação a menos.

Para minha surpresa a fermentação ocorria a passos largos e a cerveja tinha um vermelho profundo muito bonito. Fizemos a maturação na garrafa mesmo, pois Bryan iria viajar e tivemos que acelerar o processo. Utilizamos garrafas plásticas de 500 ml de água.

Uma semana depois de engarrafada a cerveja colocamos as garrafas para gelar e convidamos os amigos para experimentar. Antes porém compramos umas cervejas para poder ter certeza de que beberíamos algo aquela noite.

Para minha surpresa a cerveja estava bem agradável. Com um aroma peculiar do cascade e um sabor balanceado do malte.

Foi um verdadeiro milagre chinês!

Cheers.

Aceitamos Doações/troca de Engradado de Cerveja


Temos atualmente um gargalo na nossa produção! Juntando tudo temos 6 engradados ocupados de cerveja, e precisamos de mais alguns para continuar a produção... já vai ser difícil engarrafar a nossa Brown Ale que está maturando!
Por isto estou com uma promoção camarada!
Doe um engradado com 24 garrafas vazias de 600ml ou um engradado de 12 garrafas de 1 Litro e Ganhe um Kit Com 3 cervejas diferentes da RecBrew + uma participação na próxima brassagem aberta com direito a cerveja a vontade!

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Adicionando frutas numa cerveja.

>
Prezados,

Fiz essa tradução livre do texto publicado em uma revista especializada americana. Lembrem-se que o texto é voltado para o público americano, a realidade deles é diferente da nossa. Por exemplo, as frutas comuns lá são framboesa, blackberry, que acho que se chama cassis aqui no Brasil, amoras, cerejas... As frutas consideradas exóticas são as que encontramos normalmente no Brasil, principalmente aqui no NE, como acerola, açaí entre outras.

"FAZENDO CERVEJA COM FRUTAS: CERVEJA DE TRIGO E MAIS
Por Dave Mentus
Tradução livre

Cervejas com frutas tem sido feitas por centenas de anos na época antes dos lúpulos e foram muito famosas por dar saber azedo as cervejas belgas fermentadas espontaneamente. Durante muito tempo bebidas fermentadas com frutas eram encontradas em poucas áreas geográficas. Entretanto, nos últimos 20 anos elas têm se tornado muito popular em cervejarias artesanais e entre os cervejeiros caseiros nos EUA.

As cervejas com frutas se tornaram um estilo popular nos EUA durante os anos 80 e 90, com mirtilo ou cassis (blueberry), framboesa (raspberry), cereja (cherry) e damasco (apricot), todas no estila wheat americano, sendo hoje ainda mais prevalentes nas cervejarias. As tendência agora são as de frutas exóticas e tropicais como manga, abacaxi e maracujá nas cervejas de trigo. As frutas estão aparecendo até nas cervejas mais escuras como a Brown ale e a imperial stout com cereja, framboesa ou laranja. Desde que você não seja um Reinheitsgebot ferrenho, um cervejeiro bitolado nos livros, você pode usar frutas em qualquer cerveja que você quiser.

Na minha opinião, fazer cerveja com frutas deveria ser visto como uma habilidade a mais que o cervejeiro ganha na arte de confeccionar cervejas, e não como um artifício dirigido para o uso de uma essência ou extrato de fruta. Você deve considerar esse tipo de brassagem como um meio de aumentar e entender melhor os sabores das cervejas, como azedo, doce, torrado e amargo através da combinação complementar destes com os sabores das frutas.

Oito ano atrás eu me desafiei, como um cervejeiro profissional, a fazer a mais saborosa e exótica cerveja com fruta sem fronteiras para ingredientes, técnicas e métodos. Cerveja com fruta se tornou uma paixão para mim, desde a procura de novos ingredientes até a reação das pessoas que experimentam essa benção.

PLANEJANDO SUA CERVEJA COM FRUTA
Existem 3 coisas a serem consideradas para preparar uma cerveja com frutas: o estilo, a fruta e a intensidade. Você está visionando uma cerveja leve com frutas cítricas ou uma cerveja escura torrada com cereja? A cerveja vai ter um gosto suave de fruta, balanceado ou forte? Trace seus planos e tome notas das frutas que você escolher, como aparência, estação e efetividade. Ales e lagers escuras, com acentuação torrada e de caramelo precisam de mais frutas para combinar os sabores e a intensidades deste tipo de malte. Frutas adocicadas como framboesa, cereja e cassis (blueberry) em níveis razoáveis funcionam bem com ambos tipos de cerveja, escura e clara, enquanto sabores cítricos típicos da laranja, limão, lima e maracujá combinam bem com todas as tonalidades de dourado das ales e lagers. Frutas como pêra, maçã e banana complementa bem receitas leves, pouco lupuladas, mas requerem mais tempo para maturar, além de uma maior quantidade de frutas para que o sabor fique mais aparente no produto final.

Obter balanço e harmonia é importante quando se prepara cerveja com frutas. Isso fica ainda mais aparente depois de algumas brassagens. Eu tenho a tendência de agravar a filosofia de que “você sempre pode adicionar mais” depois de várias experiências tortas. Começando pelo lado do cuidado é o caminho mais seguro para atingir o sabor desejado sem incidentes. Entretanto, se você quer utilizar o dobro das frutas ou apenas um pouco a decisão da intensidade é sua.

Para selecionar as frutas eu sou da premissa de “usar os melhores ingredientes disponíveis” e começar pelos produtos orgânicos e frescos. Se as frutas frescas não estão disponíveis ou estão fora da estação, as congeladas, as pasteurizadas e os purês que contêm poucos preservativos e aditivos são uma alternativa muito boa.

Convencionalmente as frutas comercializadas estão sujeitas a um grande número de produtos químicos e agrotóxicos, desde pesticidas, a produtos sanitários para os processos de crescimento e preservação. Uma vez que esses não são os sabores e componentes que buscamos nas cervejas lave bem as frutas antes de usar.

As frutas com melhor custo benefício são as que estão na forma de purê e podem ser adquiridas nas lojas de cervejas artesanais e nos supermercados. Os benefícios do purê são que ele propicia uma superfície de contato maior com o mosto quando misturados, além de ser mais estável e, provavelmente, não conter bactérias. Os purês também oferecem a possibilidade de se utilizar frutas exóticas que normalmente não estariam disponíveis.

Outra opção é utilizar suco 100% da fruta. O suco funciona bem para dar sabor a cerveja, só precisa ser utilizado em quantidade maior do que o purê. As frutas cítricas funcionam bem em quantidades menores, já sucos de framboesa e cereja precisam de mais volume para dar sabor a sua cerveja.

A regra geral é utilizar entre 118 e 240 ml de suco de fruta por litro de cerveja. 100 gr. de purê por litro funciona bem com as frutas mais comuns, como cereja, framboesa e cassis (blackberry). As frutas cítricas necessitam de uma quantidade menor de purê por litro. Verifique a tabela para ver a quantidade sugerida de fruta para sua próxima cerveja.

FERRAMENTAS E TRUQUES DA TROCA
Algumas ferramentas são essenciais para utilização de frutas inteiras frescas na fabricação de cerveja, como saco contendores (aqueles feitos de filó), processadora de alimentos e um pilão ou um dispositivo de amassar (amassador de batata ou alho). A melhor técnica para se trabalhar com a fruta inteira é amassá-la com um pilão ou clicando em pulsar na processadora de alimentos.

É importante lembrar que todo o sumo produzido ao amassar ou processar a fruta inteira deve ser utilizado no mosto. É por este motivo que os sacos contendores são importantes. Eles devem ser utilizados para conter a polpa da fruta, faça a infusão da fruta como se fosse um “dry hopping” ou esprema a fruta amassada. Eu normalmente mantenho um arsenal de sacos contendores de vários tamanhos para as minhas necessidades de filtração, com a finalidade de manter a polpa da fruta, as suas fibras e caroços fora do mosto.

Muitos cervejeiros fervem as frutas inteiras na panela por aproximadamente 5 minutos antes de desligar o fogo. Essa técnica funciona bem para extrair e pasteurizar a fruta, mas fará com que a fruta fermente juntamente com o mosto. Entretanto essa técnica diminui o impacto que a fruta terá no sabor final da cerveja, além d o que, por muitas vezes, a frutose (açúcar da fruta) fermentada pode dar aromas e sabores imprevisíveis na cerveja. Pode também “preparar” qualquer pectinas no fruto, o que acarretará com que a cerveja fique turva permanentemente.

Depois de anos de experimentos, eu acredito firmemente na adição da fruta gelada pós fermentação, ou adicioná-la morna na fermentação secundária. Tenha em mente que depois de algum tempo a adição de frutas frescas no secundário pode ocasionar uma fermentação por bactéria ou o sabor de azedo. Mas você pode substituir a fruta fresca por frutas congeladas ou assépticas para eliminar esse risco. Na maioria da minhas cervejas com frutas, que são normalmente leves, um toque do sabor azedo ligado as bactérias das frutas adiciona um toque de complexidade e mistério. Eu acredito que tendo a cerveja base sido fermentada, resfriada e transferida para um keg ou balde fará com que você consiga um maior sabor da fruta sem incidente. Minha técnica preferida, ou adição de fruta, é no balde ou keg, antes da carbonatação, deixando a fruta em infusão na cerveja por pelo menos 2 semanas, balançando periodicamente. Quanto mais tempo você deixar a fruta em contato com a cerveja mais sabores serão transferidos para o produto final.

“Envelhecer” a cerveja com as frutas pode ser feito simplesmente ensacando (uma ou duas vezes) a polpa, adicionando o suco e adicionando CO2 no keg para servir a cerveja. Tenha mais segurança se você decidir guardar a cerveja com a polpa da fruta no keg produzindo uma tampa/filtro rígida no fundo do cano “out” de seu keg. Ou você pode tentar uma técnica de decantação mais lenta, através dos sacos de filó, para poder remover coisas indesejáveis entre a fermentação secundário e o produto final.

De qualquer maneira, usando os sacos de filó mais finos ajudarão a limpar a cerveja das frutas de semente menores ou mais fibrosas. Partículas de polpa de frutas na sua cerveja são aceitáveis pela maioria dos cervejeiros, mas para se ter uma melhor apresentação no produto final elas devem ser retiradas. A carbonatação deve ser próxima de média para alta. O acondicionamento em garrafas é o mais indicado para se atingir um produto melhor.

O momento em que sua cerveja está pronta depende de você. Se a cerveja for de trigo sem filtração é interessante “agitar” um pouco a cerveja para que as partículas se misturem, ou efetue uma decantação da cerveja para se livrar dos restos de polpa e sementes na garrafa. Copos longos, tipo flauta, ou os globos ajudam a apreciar os odores liberados pelas bolhas de carbonatação, além de dar um toque de classe na hora de servir.

Se sua cerveja for do tipo escura e doce você pode combiná-la com sobremesas. Cervejas mais claras combinam bem com saladas e peixes, elas também combinam com pratos picantes retirando o ardor da comida.

Sua cerveja também pode servir de ingrediente para adicionar no vinagrete, ou até mesmo para regar um prato no forno.

Fazer cerveja com frutas é uma grande habilidade para se ter no seu repertório. Sua família e amigos vão ficar encantados com o sabor refrescante deste tipo de cerveja. Tenho apenas mais uma viso a dar aos meus amigos cervejeiros: quando fizer cerveja com frutas faça muita! Uma boa cerveja de fruta é consumida duas vezes mais rápido do que outros tipos e quando você perceber seu amigo acabou de pegar o último copo.

Volume de frutas recomendados
Em purê (ml/litro)
Maracujá
30 a 60
Manga
60 a 120
Melancia
73 a 103
Kiwi
73 a 103
Cereja
120 a 147
Blackberry
120 a 147
Framboesa
120 a 147
Em suco (ml/litro)
Laranja
30 a 60
Limão
30 a 60
Lima
30 a 60
Abacaxi
30 a 60
Amora
60 a 120
Cereja
60 a 120

RECEITA
MARACUJÁ – MANGA WHEAT BEER
Ingredientes para 5.5 galões (cerca de 21 litros)
2kg de malte de trigo
1.6 Kg de malte 2 row (acredito que malte pilsen)
450 gr. de trigo em flocos ou trigo não maltado
225 gr de malte Munique (Munich malt)
225 gr de casca de arroz
14 gr. de Northern Brewer (8% folha) 60 min.
14 gr. de Mt. Hood (3.2% folha) 40 min.
14 gr de Cascade (6% folha) 5 min.
Fermento American Ale
475 gr. de purê de maracujá
950 gr. de purê de manga
OG 1.048 (75% de eficiência)
FG 1.008
IBU 17
Instruções
Faça uma brassagem de 60 min. a 66 graus. Fermente a 20 graus por duas semanas depois esfrie e faça a purga do fermento. Adicione os purês de maracujá e manga e deixe maturar por duas semanas. Balance ocasionalmente depois deixe sedimentar gelada, faça a purga do purê sedimentado e faça a carbonatação.
Variação com Melancia.
Faça a mesma receita acima, retirando os purês, e fermente por uma semana. Adicione um tubo de “White Labs lambic” e misture bem com 118 ml de purê de melancia. Deixe esta cerveja ficar num quarto escuro a temperatura ambiente por pelo menos de 3 – 6 meses. Resfrie para remover o fermento e adicione 1,2 litros de purê de melancia e deixe por 2 semanas. Balance ocasionalmente e depois deixe sedimentar no frio. Retire o purê sedimentado e faça a carbonatação."

Espero que tenham gostado.
Cheers