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quinta-feira, 30 de junho de 2011

Carta de Florianópolis...

Nós da @recbrew assinamos embaixo...

CARTA DE FLORIANÓPOLIS
Nos últimos 8 anos vivemos o renascimento das cervejas artesanais no Brasil. Hoje, o País tem mais de 200 microcervejarias espalhadas por todo o Brasil. As microcervejarias se caracterizam por produzir cervejas regionais, em pequenos volumes, muitas vezes refletindo a cultura da região e explorando sabores e estilos que não são produzidos pelas grandes indústrias cervejeiras.
Estamos vivendo o renascimento desta cultura no Brasil, inclusive criando uma nova escola cervejeira que já é reconhecida no mundo pela sua qualidade. Isso é resultado do trabalho e dos investimentos das microcervejarias e dos cervejeiros caseiros que colocaram o nosso país no mapa das cervejas artesanais de qualidade. Isso é comprovado pelo reconhecimento internacional, nos últimos anos, através dos vários prêmios conquistados nos cinco continentes pelas cervejarias artesanais brasileiras. Ou seja, o Brasil está sendo reconhecido pela qualidade das suas cervejas – principalmente pelas artesanais.
Entretanto há um paradoxo: o setor enfrenta um grande desafio para se manter e até se expandir, que é a tributação. Hoje 2/3 do preço de uma cerveja artesanal é composto por tributos. Como a estrutura das microcervejarias é a de pequenas e micro empresas, não tendo ganho em escala, o empreendimento se torna inviável.
Para se ter uma idéia do que representa essa carga tributaria, se uma cervejaria produzir 10.000 litros por mês, ela paga de tributos o referente a 6.000 litros, sobrando 4.000 litros para pagar matéria-prima, funcionários, instalações, remuneração do investimento, etc.. o que torna inviável o negócio.
Na microcervejaria, os custos de matéria-prima são muito mais elevados do que nas grandes cervejarias, pois aquelas se utilizam apenas de materiais de qualidade, adquiridos em pequenas quantidades e quase sempre importadas, já que os nacionais são monopolizados pelas grandes empresas do setor.
Apesar de as microcervejarias se enquadrarem perfeitamente como micro empresas e empresas de pequeno porte, elas são impedidas de optarem pelo Sistema Tributário “SIMPLES”, da mesma forma que as distribuidoras de cerveja, prejudicando mortalmente a sua sobrevivência financeira.
Hoje o mercado das cervejas artesanais não ultrapassa 0,04% do total das cervejas vendidas no país, ou seja, um benefício fiscal não representaria perda de arrecadação, pelo contrario, iria incentivar o setor a aumentar a produção. O exemplo é o Estado de SC que, apesar de reduzir a alíquota de ICMS, arrecadou R$ 336.000,00 de ICMS no ano de 2006 e já no ano de 2010 atingiu a cifra de R$ 800.000,00.
Outro forte argumento é a empregabilidade. As pequenas cervejarias geram muito mais postos de trabalho que as cervejarias de grande porte. Enquanto em uma microcervejaria é gerado um emprego para cada 50.000lts produzidos por ano, nas grandes cervejaria é gerado um emprego para cada 1.000.000 de litros ano.
Alguns olham o setor de forma equivocada, achando que conceder benefícios fiscais significa incentivar a bebida alcoólica, um produto politicamente incorreto. Mas é importante frisar que as microcervejarias não estimulam a ingestão de quantidade, e sim de qualidade, fato similar que ocorre com a indústria do vinho. A cerveja artesanal é, em geral, mais cara que uma cerveja comum porque seus custos de produção são diferentes, o que cria uma barreira natural ao consumo em grande quantidade.
As microcervejarias estão gerando uma cultura cervejeira no Brasil, retomando a história que foi interrompida há algumas décadas quando os grandes grupos adquiriram as pequenas cervejarias. As microcervejarias artesanais proporcionam o incremento da indústria do entretenimento, hoteleira, gastronômica, turística, etc.
Muitas cidades têm orgulho de terem uma microcervejaria hoje em dia. Não há como contestar que a cerveja tem acompanhando a humanidade há mais de 6.000 anos, tratando-se da terceira bebida mais consumida no mundo – atrás da água e do chá - mas é considerada como alimento, devido ao seu alto teor de carboidratos, sendo por isso intitulada pão líquido.
Ao contrário das grandes cervejarias, as microcervejarias têm sua produção artesanal, algumas com estrutura familiar, personalizadas, com a criação e desenvolvimento de estilos e receitas próprias. Outra diferença é a variedade de sabores e tipos de bebida oferecidos pelas microcervejarias. Trata-se de produto único, que tem um público específico voltado à gastronomia, além de fomentar a economia e promover a geração de empregos, pois a relação pessoal empregado pelo volume de produção é muito superior nas microcervejarias.
O setor das Cervejas Artesanais também desenvolve o setor da indústria de equipamentos, distribuição e revenda de bebidas, além da criação de cursos profissionalizantes de técnicos cervejeiros, mestres cervejeiros, beersomelier, etc. Ou seja, existe uma grande cadeia econômica beneficiada.
Sabemos que o mundo da Cerveja Artesanal é desconhecido para uma grande maioria das pessoas do nosso País, mas para desenvolvê-lo com qualidade é necessário a redução da carga tributária. Para a sobrevivência do setor, o primeiro passo seria a abertura da opção pelo regime do SIMPLES para o mercado cervejeiro (fábricas e distribuidores).
Pela importância econômica e cultural do setor, vimos por meio desta solicitar a atenção de vossas senhorias para que as Microcervejarias sejam incluídas no SIMPLES, para que assim possam ter uma carga tributária justa.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Lançamento da Nova Cerveja da CBBP

Prezados,

Estivemos ontem no lançamento da primeira cerveja da CBBP (Companhia Brasileira de Bebidas Premium). Embora o lançamento tenha acontecido no seu escritório aqui em Recife, a fábrica fica em Pindoretama/CE, de onde deve ser distribuida para todo o NE.

Na oportunidade tivemos a satisfação de conhecer e conversar com João Noronha - presidente da CBBP. Como não poderia deixar de ser o foco era o mercado cervejeiro no Brasil e a necessidade de serem lançadas marcas novas e modernas na nossa região. Enquanto O Sudeste conta com mais de 300 marcas de cerveja, o NE não chega a 60. A meta da empresa é ocupar o nicho estabelecido entre as melhores pilseners nacionais e com um preço acessível.

Entretanto não pudemos ver o produto final, nos foi apresentado apenas o líquido dourado. O nome e o rótulo da futura cerveja (deve entrar no mercado em abril próximo) é mantido em segredo. Para a apresentação, foi fabricado um lote especial de 20.000 long necks.



A cerveja em si é melhor do que muitas pilseners importadas. De corpo leve e dourado, uma espuma branca, cremosa e duradoura, com um excelente equilíbrio entre lúpulo, malte e levedura. Uma boa pedida para quem quiser uma cerveja nacional de boa qualidade.

A apresentação da cerveja foi feita por ninguém menos que Cilene Saorin, uma das mais respeitadas autoridades em cerveja no Brasil. Foi um grata supresa conhecê-la, uma pessoa muito simpática, entusiasta e que mostrou que ainda temos muuuuuuuuito o que aprender sobre cerveja.



Na foto ao lado podemos ver nós da RecBrew Romero (esq.) e Filipe (dir.), Cilene e o amigo Alberto Cavendish, empresário e dono do Emporium Gourmet Beer Store, loja especializada em cervejas, localizada no Rosarinho


Estamos todos aguardando que essa excelente cerveja chegue as lojas.
Cheers!

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Um Prólogo ao resgate da Cerveja


     Seja Ruiva, morena ou loira, a cerveja evoca um universo feminino sensual e delicioso. Como poderia ser de outro modo se levarmos em conta que por séculos e séculos, as mulheres são as responsáveis pela fabricação e elaboração desta maravilhosa bebida? O consumidor comum sentado no balcão de um bar saboreando um copo bem frio de chopp, nem imagina o glorioso passado da bebida que lhe reanima. Mas os verdadeiros aficionados não ignoram a enorme riqueza histórica desta bem dita bebida. 
     O mundo da cerveja não se limita as fronteiras européias. Nossa bebida tem uma carta de cidadania em todo o planeta. As cervejas de cevada européia são tão especiais como as cervejas de arroz asiáticas, ao Caxirí brasileiro, as cervejas de milho Aztecas, e as africanas de Soio.  Todos os povos, desde o Tibet ao Haiti, honram este alimento líquido: A Cerveja é sobretudo um símbolo!

     Mais do que uma questão histórica ou geográfica, a cerveja é um testamento formidável da cultura e dos hábitos dos homens do passado e de hoje. Porção sagrada, bebida mitológica, sempre companheira dos poderosos e dos humildes, dos guerreiros e dos camponeses. Moderna e informal, sempre se destina como lubrificante social e designada para saciar as sedes insaciáveis e os paladares mais exigentes.

     Sempre feita de forma artesanal, primeiro pelas mulheres e mais tarde pelos monges, a cerveja se transformou em uma verdadeira indústria de produção em massa quando caiu na mão dos homens. Decisões não são mais tomadas pelos mestres cervejeiros. Agora eles buscam o menor denominador comum, sobrando o Marketing para convencer o mercado de que cerveja é uma bebida leve e refrescante, um verdadeiro refrigerante!

     Hoje, a arte está voltando à sala de brassagem! O Brasil já possui milhares de cervejeiros(as) caseiros(as) e o mercado de cerveja artesanal está cada vez maior. Crescendo mais do que a indústria tradicional.  Nós, cervejeiros caseiros, temos como meta resgatar na história da cerveja um símbolo de alimento e cultura e quem sabe convencer a todos que: 

Skol não é cerveja, Malzenbeer é ruim e que se alguém aqui consegue distinguir uma Brahma de uma Antrártica é um gênio da análise sensorial!!!

#Leiam o Livro:
El Libro del amante de la cerveza, parte do conteúdo e idéias foram baseados nele!
Christian Berger - Philippe Duboë-Lourence

#Obra de Arte: 
La Serveuse de Bocks
Manet, Edouard


quarta-feira, 22 de setembro de 2010

História do Pensamento Cervejeiro

A cerveja acompanha o homem a aproximadamente 8 milênios, a bebida está diretamente vinculada com a revolução Neolítica, na verdade talvez ela tenha sido a força motriz desta mudança de comportamento Social. O Símbolo para alimento no antigo egito era um vasilhame de Cerveja.

Seguem citações que indicam a importância da cerveja em cada ZeitGeist


"A boca de um homem que busca a felicidade está cheia de Cerveja"
Antigo provérbio egípcio (4000 ac)


"Eu recomendo Pão, Carne, vegetais e Cerveja"
Sófocles

"Uma Bebida poderosa e Superior"
Julius Caesar



"Ele que bebe cerveja dorme bem, aquele que dorme bem não peca, aquele que não peca vai para o céu"
(Monges Germânicos - 1200 dc)

"Nenhum soldado consegue lutar se não for devidamente alimentado com carne e cerveja"
(John Churchill 1650-1722)

"A cerveja é a prova que Deus nos ama e nos quer ver felizes"
(Benjamin Franklin)



"Dê ao meu povo suficiente cervejas, boas cervejas a preço acessível e não haverá revolução partindo deles"
(Rainha Victória 1819-1901)



"Cervejããããão", "Ex-Pe-Ri-Men-Ta", "Desce redondo", "Brahma Fresh a Cerveja do Refresh".
(Marqueteiros século XXI)

Tenho impressão que a gente decaiu!

Ainda bem que em Recife Agora Temos a RECBREW!

domingo, 20 de junho de 2010

Cerveja tá na moda... literalmente!


Enquanto uns colocam as leveduras para trabalhar com o intuito de produzir 'a couple of pints', já tem gente por aí pensando em produzir alguns 'pairs of pants'.

Dando nome aos 'bois', essa 'gente' é o pessoal da da faculdade londrina Martins College of Art and Design, mais especificamente do setor de moda e desenvolvimento de tecidos... e (eu sei que é falta de educação mas...) apontando descaradamente para a criatura: é a pesquisadora Suzanne Lee. #pronto falei.
Vi uma notinha mínima falando sobre isso no final da Istoé Dinheiro e parece que saiu alguma coisa na Época Negócios também (entre as empresas mais inovadoras).
Em suma, ela criou uma tecnologia que utiliza bactérias que fermentam leveduras e formam uma fibra que é então utilizada na produção de roupas biodegradáveis e comestíveis. Ah, que duas grandes características!
Já dá pra imaginar quem poderia ser o 'garoto-propaganda' mais cotado para modelo dessas peças biodegradáveis? Não vou nem dar dica, mas acho que ele suportaria a idéia das leveduras e suas 'mil e uma utilidades'.
Por outro lado, quem não ficaria com água na boca ao ver uma jaqueta fermentada passeando pela rua... hmmmm... e no ônibus lotado? O cidadão em pé, ostentando sua jaqueta super fashion e correndo o risco de levar uma mordida na sua 'manga fermentada ao molho* de chocolate' (para aqueles que usam Axe Dark Temptation). Que primor! (eww... haha)


*Para tingir e criar estampas especiais, os inventores usam frutas e vegetais.
“As pessoas poderão, literalmente, comer a própria roupa no futuro. Não há valor nutricional na criação, mas as fibras são digestíveis”, diz Suzanne.

Então, alguém a fim de uma calça defumada? haha Hoje para o jantar o prato principal vai ser aquele vestido longo e de sobremesa o casaco do futebol - acompanhado do próprio molho... Hmmm Mas brincadeiras à parte... será que essa 'moda' pega...? haha não sei não...

Bom, para evitar a simples cópia de informação, aos mais interessados segue o link para a reportagem da Época
(http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI137704-16364,00-FABRICACAO+DA+CERVEJA+INSPIRA+CRIACAO+DE+TECIDO+
BIODEGRADAVEL+E+COMESTIVEL.html ) e para o blog original da Suzanne Lee, que é a fonte mais direta possível: http://biocouture.posterous.com/


Cheers!